sábado, 21 de abril de 2012

20/04

         Hoje eu a encontrei, ela precisava de ajuda em física.Eu disse que ajudaria, sem problema algum, estava certo que não ia ligar para nada. Era só chegar lá e ensina-la. Fui até o colégio, desci do ônibus e tirei a aliança para que ela não visse. Estava certo de mim, afinal. Mas chegando na porta da biblioteca, meu chão sumiu, minhas pernas tremeram, abri um sorriso imenso no rosto, estava bobo... mais que o normal, meu peito acelerou ao ver aquela garota, a que eu amo, sentada, sozinha, estudando enquanto eu não chegava.Cumprimentei um colega meu e sentei ao lado dela para ajudar... Peguei  o seu caderno, tentando disfarçar o nervosismo, mas não adiantou muito. Ela já havia percebido que eu estava tremendo e sem receio, foi logo perguntando o motivo daquele tremelique sem sentindo.... fiquei com medo de responder, de dizer que a causa de eu estar ali era ela e não a matéria, de eu ter ficado em paz ao olhar-la e etc etc etc.
        Todas as vezes que ela deitava em meu ombro dizendo estar com um suposto sono, eu fazia um esforço enorme para não abraça-la e muito menos beija-la. Foi difícil tem quem se ama realmente, deitado em seu ombro e não poder fazer nada, tentar parecer forte e que não ligasse para aquilo.
        Após eu ter a "ajudado", pois ela não foi bem na tal prova, começamos a conversar e ela me dizia que não lembrava de nada da ultima vez que nos vimos, de todas as palavras e desabafos, das juras, dos "eu te amo" ou então "volta para mim", ela também dizia que não lembrava se nós tínhamos ficado naquela noite. Nesse momento ela me fez acreditar que aquela noite foi um sonho, muito real por sinal, pois só eu lembrava das coisas que passou entre nós....
        Conversamos mais um pouco e ela foi para aula, peguei minhas coisas, coloquei a aliança no dedo e fui embora, pensando em como eu a amo, sem qualquer medida e independentemente do tempo...



PS.: Fiquei "depre" novamente, mas foda-se, eu choro um pouco, ouço musicas melancólicas, mas na próxima vez que ela falar comigo, vou estar bem de volta... ... ou pelo menos parecer.

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